{"id":17,"date":"2020-03-27T08:39:58","date_gmt":"2020-03-27T12:39:58","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/?page_id=17"},"modified":"2020-05-12T17:28:08","modified_gmt":"2020-05-12T21:28:08","slug":"yanomami","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/dossiers\/yanomami\/","title":{"rendered":"Yanomami"},"content":{"rendered":"<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"25%\"><div class=\"pt-cv-wrapper\"><div class=\"pt-cv-view pt-cv-grid pt-cv-colsys\" id=\"pt-cv-view-427b7590ve\"><div data-id=\"pt-cv-page-1\" class=\"pt-cv-page\" data-cvc=\"1\"><div class=\"col-md-12 col-sm-12 col-xs-12 pt-cv-content-item pt-cv-1-col\" ><div class='pt-cv-ifield'><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/dossiers\/yanomami\/projecto-expansao-radiofona\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >Projecto Expans\u00e3o Radiofona<\/a><\/h4><\/div><\/div>\n<div class=\"col-md-12 col-sm-12 col-xs-12 pt-cv-content-item pt-cv-1-col\" ><div class='pt-cv-ifield'><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/dossiers\/yanomami\/glossario-dos-yanomami\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >Gloss\u00e1rio dos Yanomami<\/a><\/h4><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400\">Por Alexandra Stephens<\/span><!--more--><\/p>\n<h3>Introdu\u00e7\u00e3o ao Povo Yanomami<\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<h3>Recursos<\/h3>\n<ol>\n<li><a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Yanomami\"><span style=\"font-weight: 400\">Yanomami &#8211; Povos Ind\u00edgenas no Brasil<\/span><\/a><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"http:\/\/hutukara.org\/\">Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami<\/a><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>Tamb\u00e9m pode ler o gloss\u00e1rio que a aula fiz para <em>A Queda do C\u00e9u<\/em> com palavras Yanomami <a href=\"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/2020\/05\/02\/glossario-a-queda-do-ceu\/\">aqui no nosso blog<\/a>.<\/td>\n<td>O Povo Yanomami agora \u00e9 um grupo de quase 30,000 pessoas que moram no norte da Amaz\u00f4nia (no que hoje \u00e9 considerado parte do Brasil e da Venezuela). Os Yanomami conhecem diretamente os brasileiros pela primeira vez no fim dos anos 1800. Antes desse tempo, eles mantinham contato com outros povos ind\u00edgenas mas n\u00e3o s\u00e3o muito pr\u00f3ximos em termos gen\u00e9tico, lingu\u00edstico, ou cultural aos povos vizinhos. Cientistas que estudam os Yanomami acham que eles descendem de um grupo relativamente isolado por muito tempo e \u00e9 por isso que o povo n\u00e3o tem rela\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, lingu\u00edsticas, ou culturais com seus vizinhos hoje em dia.<\/p>\n<p>Segundo a hist\u00f3ria oral do povo, sua terra ancestral \u00e9 na Serra Parima, onde as \u00e1guas se dividem entre dois rios: o Orinoco e o Rio Branco. Essa terra ainda \u00e9 o lugar mais habitado por pessoas Yanomami mas o povo tem crescido em outras partes da floresta amaz\u00f4nica e nos centros urbanos. Apesar da opress\u00e3o que muitos povos ind\u00edgenas enfrentavam e continuam a enfrentar por causa do governo colonial (quer dizer: Portugal e Brasil), o povo Yanomami cresceu em popula\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rio durante o s\u00e9culo XIX porque os povos vizinhos estavam diminuindo por contato com o governo colonial. Durante as d\u00e9cadas 1940\u20131960, mission\u00e1rios trouxeram uns poucos objetos manufaturados, mas al\u00e9m disso trouxeram epidemias e tentavam reprimir a religi\u00e3o e cultura Yanomami. Entre 1970\u20131980, a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 piorou: de repente, os brasileiros tentaram desenvolver o territ\u00f3rio Yanomami e muitos Yanomami sofreram um grande choque cultural e epidemiol\u00f3gico. Esses projetos de coloniza\u00e7\u00e3o t\u00eam deixado suas marcas na popula\u00e7\u00e3o Yanomami mas agora o povo est\u00e1 recuperando e crescendo de novo.<\/p>\n<p>Os Yanomami t\u00eam um conceito de <em>urihi,<\/em> que \u00e9 a din\u00e2mica de interc\u00e2mbio entre seres humanos e outros seres na terra florestal viva. Esses outros seres incluem os <em>xapirip\u00eb, <\/em>quem s\u00e3o entidades interpretadas como esp\u00edritos invis\u00edveis da floresta que moram nas montanhas, brincam na floresta, mant\u00eam a floresta viva, e protegem os seres humanos. Tamb\u00e9m incluem todos os insetos, animais, e plantas que est\u00e3o vivendo juntos com todos os \u00a0outros, fazendo interc\u00e2mbio de mat\u00e9ria, informa\u00e7\u00e3o, e emo\u00e7\u00e3o. Enquanto os <em>xapirp\u00eb<\/em> s\u00e3o ben\u00e9ficos, nos rios moram os <em>ne warip\u00eb,<\/em> esp\u00edritos mal\u00e9ficos, causas de doente e morte. Para os Yanomami, o mundo \u00e9 uma grande floresta viva: contudo n\u00e3o todo o mundo \u00e9 literalmente floresta, tem uma din\u00e2mica de interc\u00e2mbio entre seres vivos como a floresta. O conceito de <em>urihi<\/em> importa mais que nunca hoje em dia com os desastres do meio ambiente, como os inc\u00eandios na Amaz\u00f4nia que recentemente queimaram muito territ\u00f3rio ind\u00edgena. Davi Kopenawa Yanomami, o l\u00edder dos Yanomami usa o conceito de <em>urihi<\/em> para avisar sobre o que vai acontecer com mudan\u00e7a ambiental: \u201ca terra ficar\u00e1 fri\u00e1vel, as \u00e1rvores secar\u00e3o, e as pedras das montanhas rachar\u00e3o com o calor. Os esp\u00edritos xapirip\u00eb [&#8230;] acabar\u00e3o fugindo. [&#8230;] A terra-floresta se tornar\u00e1 seca e vazia. Os xam\u00e3s n\u00e3o poder\u00e3o mais deter as fuma\u00e7as-epidemias e os seres mal\u00e9ficos que nos adoecem. Assim, todos morrer\u00e3o.\u201d<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alexandra Stephens<\/p>\n","protected":false},"author":3443,"featured_media":171,"parent":11,"menu_order":3,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"templates\/template-full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-17","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/17","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3443"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/17\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":529,"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/17\/revisions\/529"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/media\/171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}