{"id":27,"date":"2020-03-27T08:42:06","date_gmt":"2020-03-27T12:42:06","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/?page_id=27"},"modified":"2020-05-14T22:46:12","modified_gmt":"2020-05-15T02:46:12","slug":"banawa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/dossiers\/banawa\/","title":{"rendered":"Banaw\u00e1"},"content":{"rendered":"<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"25%\"><div class=\"pt-cv-wrapper\"><div class=\"pt-cv-view pt-cv-grid pt-cv-colsys pt-cv-nolf\" id=\"pt-cv-view-56da815pvs\"><div data-id=\"pt-cv-page-1\" class=\"pt-cv-page\" data-cvc=\"1\"><div class=\"col-md-12 col-sm-12 col-xs-12 pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><div class='pt-cv-ifield'><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/sites.smith.edu\/por228-sp20\/dossiers\/banawa\/glossario-banawa\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >Gloss\u00e1rio Banaw\u00e1<\/a><\/h4><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400\">Por Melisa Y. Aguila<\/span><!--more--><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Introdu\u00e7\u00e3o aos Banaw\u00e1: do oeste da Amazonia<\/span><\/h3>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">Refer\u00eancias<\/span><\/h4>\n<ol>\n<li><a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Banaw\u00e1\"><span style=\"font-weight: 400\">Banaw\u00e1 &#8211; ISA<\/span><\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"https:\/\/img.socioambiental.org\/d\/284393-1\/banawa_3.jpg\">Imagem: Foto de Luciene Pohl, 1998<\/a><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400\">Os Banaw\u00e1 s\u00e3o um povo ind\u00edgena da regi\u00e3o entre os rios Juru\u00e1 e Purus no Brasil. Este povo est\u00e1 muito perto dos Jamamadi do qual os Banaw\u00e1 s\u00e3o considerados um subgrupo. Os Banaw\u00e1 foram reconhecidos como parte do continente entre os rios Purus e Juru\u00e1 por volta do s\u00e9culo XIX. N\u00e3o todas as aldeias s\u00e3o iguais; a principal \u00e9 a maior de todas, onde vive o 70% da popula\u00e7\u00e3o do povo. A estrutura desta vila \u00e9 \u00fanica, pois as casas s\u00e3o constru\u00eddas em duas linhas, lado a lado, a dez metros de dist\u00e2ncia e a casa do l\u00edder da vila fica no centro. Um dos materiais de constru\u00e7\u00e3o usados \u200b\u200bnessas casas \u00e9 a palha para o ch\u00e3o e as paredes e t\u00eam um ch\u00e3o de terra. A raz\u00e3o pela qual existem tantas pessoas concentradas em uma vila e apenas 10% nas outras \u00e9 que existem pessoas que n\u00e3o querem seguir o padr\u00e3o de comportamento socialmente aceito na vila principal. Por exemplo, em uma das aldeias chamada Apitu\u00e3 reside apenas uma fam\u00edlia que foi expulsa da vila principal por matar um parente. Al\u00e9m disso, em outra vila chamada Para\u00edba, existem pessoas categorizadas como \u201cmistas\u201d e que t\u00eam problemas com os moradores da vila principal. Tamb\u00e9m t\u00eam outra esp\u00e9cie de casa localizada nos ro\u00e7ados. Estas casas provis\u00f3rias s\u00e3o constru\u00eddas com ch\u00e3o batido e sem parede, apenas cobertas com folhas de paxi\u00faba. No entanto, os Banaw\u00e1 dizem que no passado eles tinham um estilo de vida n\u00f4made e que se mudavam em grupos menores.<\/span><\/p>\n<blockquote><p>Com grande parte do vocabul\u00e1rio similar e de compreens\u00e3o m\u00fatua, significativos tra\u00e7os culturais assemelhados e intensas rela\u00e7\u00f5es intergrupais, os Banaw\u00e1 s\u00e3o considerados um subgrupo dos <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Jamamadi\">Jamamadi<\/a>, que s\u00e3o habitantes do limite sul da <a href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/terras-indigenas\/3936\">TI Banaw\u00e1<\/a>. Pertencem, tamb\u00e9m, \u00e0 fam\u00edlia ling\u00fc\u00edstica Araw\u00e1 assim como os outros habitantes da regi\u00e3o localizada no m\u00e9dio rio Purus e afluentes: os <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Deni\">Deni<\/a>, Jamamadi, <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Jarawara\">Jarawara<\/a>, Kanamati, <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Zuruah%C3%A3\">Sorowaha<\/a>, <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Quem_s%C3%A3o#.C3.8Dndios_isolados\">Hi Merim\u00e3<\/a>, <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Paumari\">Paumari<\/a> e <a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Kulina\">Kulina<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A l\u00edngua falada ou &#8220;fam\u00edlia lingu\u00edstica dos Banaw\u00e1&#8221; \u00e9 Araw\u00e1 e tamb\u00e9m \u00e9 a mesma de outros habitantes da regi\u00e3o n\u00e3o-m\u00e9dia do rio Purus. Quanto \u00e0 vida religiosa do povo Banaw\u00e1, uma das tradi\u00e7\u00f5es mais descritas \u00e9 a da morte. Este povo enterra as pessoas que morrem perto da vila e nesta tumba, as pessoas do povo tamb\u00e9m colocam todos os pertences das pessoas que morreram como roupas, flechas e panelas. Depois, eles trazem oferendas \u00e0s pessoas enterradas por alguns dias at\u00e9 que considerem que a alma se separou do corpo. Outra tradi\u00e7\u00e3o muito singular \u00e9 isolar as meninas quando elas menstruam pela primeira vez. As pessoas do povo constroem um espa\u00e7o onde as meninas que est\u00e3o nesse ciclo de suas vidas ficam escondidas por alguns dias at\u00e9 que termine para impedir que qualquer homem as veja. Finalmente, ao terminar este periodo de reclus\u00e3o h\u00e1 uma celebra\u00e7\u00e3o onde a menina se apanha com varas pois, segundo os Banaw\u00e1, h\u00e1 perigo de ocorrerem doen\u00e7as.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Melisa Y. 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